O Brasileirão é muito mais do que apenas um campeonato de futebol — é uma verdadeira paixão nacional que movimenta milhões de torcedores de norte a sul do país. A cada rodada, estádios lotados, bares cheios e transmissões que batem recordes de audiência comprovam que este é o torneio mais importante do calendário brasileiro. Desde sua primeira edição por pontos corridos em 2003, o campeonato se consolidou como uma das ligas mais disputadas, competitivas e emocionantes do mundo inteiro.
Se você quer entender absolutamente tudo sobre como funciona a competição, conhecer sua história fascinante, descobrir as grandes novidades que chegam em 2026 e entender o fenômeno da transmissão digital que está revolucionando a forma como assistimos futebol, este é o lugar certo! Prepare-se para uma imersão completa no universo do Brasileirão.
A história do Brasileirão

O Campeonato Brasileiro tem uma história rica e complexa que remonta a décadas atrás, marcada por mudanças constantes, disputas políticas e evolução gradual até chegar ao formato que conhecemos hoje. Embora competições nacionais existissem desde os anos 1960, com a Taça Brasil e o Torneio Roberto Gomes Pedrosa (conhecido como Robertão), foi apenas em 2003 que o Brasileirão adotou definitivamente o formato de pontos corridos que revolucionaria o futebol nacional.
Antes dessa mudança histórica, o campeonato passou por diversos formatos experimentais. Houve edições com eliminatórias, grupos regionais, finais em jogos únicos e até mesmo torneios com mais de 90 clubes participantes. Essa instabilidade gerava controvérsias constantes sobre legitimidade de títulos e critérios de disputa.
A adoção do sistema de pontos corridos em 2003 foi um divisor de águas. Inspirado nos grandes campeonatos europeus, esse modelo trouxe finalmente justiça esportiva e transformou a competição em uma verdadeira maratona de 38 rodadas onde a regularidade, a consistência e o planejamento de longo prazo são fundamentais para o sucesso. Não há mais espaço para o improviso: vence quem trabalha melhor durante o ano inteiro.
Inicialmente, o torneio teve diferentes configurações de participantes: 24 times em 2003 e 2004, número que baixou para 22 times em 2005, até que finalmente se estabilizou com 20 clubes a partir de 2006. Essa configuração de 20 times permanece até hoje e se tornou o padrão definitivo para a elite do futebol brasileiro, permitindo um calendário mais equilibrado e competitivo.
Desde a adoção do formato atual, o Brasileirão revelou grandes talentos que brilharam no mundo inteiro, consagrou times históricos e proporcionou disputas emocionantes que ficaram marcadas na memória dos torcedores. Flamengo, São Paulo, Corinthians, Palmeiras, Santos e outros gigantes do futebol nacional já ergueram a taça nesse formato moderno.
Como funciona o Brasileirão: entendendo todas as regras
O sistema do Brasileirão é direto e transparente, mas tem nuances importantes que todo torcedor precisa conhecer. São 20 times da Série A que se enfrentam em turno e returno, ou seja, cada equipe joga contra todas as outras duas vezes — uma vez em seu estádio (mandante) e outra no estádio do adversário (visitante). São 38 rodadas no total, distribuídas ao longo de aproximadamente oito meses de muita emoção.
A pontuação segue o modelo clássico adotado mundialmente:
- Vitória: 3 pontos para o vencedor
- Empate: 1 ponto para cada time
- Derrota: 0 pontos para o perdedor
Ao final das 38 rodadas, o time que acumular mais pontos é coroado campeão brasileiro e tem seu nome eternizado na história do futebol nacional. Simples assim! Mas, é claro, a história não termina aí, pois há muitas outras disputas simultâneas acontecendo.

Critérios de desempate
Caso dois ou mais times terminem a competição empatados em pontos, uma série de critérios é aplicada para definir as posições finais:
- Número de vitórias: o time com mais vitórias fica à frente
- Saldo de gols: diferença entre gols marcados e sofridos
- Gols marcados: quantidade total de gols feitos
- Confronto direto: resultados nos jogos entre as equipes empatadas
- Menor número de cartões vermelhos: disciplina conta pontos
- Menor número de cartões amarelos: mais um critério disciplinar
- Sorteio: apenas em último caso, se nada resolver
Esses critérios garantem que sempre haja um campeão definido de forma justa e transparente, valorizando não apenas os pontos, mas também o desempenho ofensivo e a disciplina das equipes.
Classificação para Copas Internacionais
Uma das grandes motivações para os clubes no Brasileirão é a classificação para competições continentais. Os quatro primeiros colocados garantem vaga direta na fase de grupos da Copa Libertadores, a maior e mais prestigiada competição de clubes da América do Sul. É o sonho de todo time brasileiro: jogar a Libertadores e ter a chance de conquistar a glória eterna.
Já o 5º e 6º colocados disputam a fase preliminar da Libertadores, tendo que passar por eliminatórias para chegar à fase de grupos. Enquanto isso, os times entre a 7ª e 12ª posição podem conquistar vagas na Copa Sul-Americana, o segundo torneio continental mais importante, que também oferece prestígio e premiação significativa.
O campeão da Copa do Brasil também garante vaga na Libertadores, assim como o vencedor da própria Libertadores e da Sul-Americana do ano anterior. Esse sistema cria uma teia complexa de classificações que mantém a competição acirrada do primeiro ao último lugar.

O drama do rebaixamento
Se no topo da tabela está a glória, na parte de baixo está o terror que assombra torcedores e dirigentes: o rebaixamento. Os quatro últimos colocados — 17º, 18º, 19º e 20º — caem automaticamente para a Série B no ano seguinte, e as consequências são devastadoras.
O rebaixamento não é apenas uma questão esportiva. Significa perda brutal de receitas com direitos de transmissão, patrocínios que desaparecem ou diminuem drasticamente, dificuldade para renovar contratos com jogadores, êxodo dos melhores atletas e uma mancha difícil de apagar na história do clube. Grandes times já amargaram essa realidade: Corinthians em 2007, Palmeiras em 2012, Vasco em 2008 e Cruzeiro em 2019 são alguns exemplos dolorosos de gigantes que caíram.
Historicamente, existe uma “pontuação mágica” para escapar da queda: 46 pontos. Nenhum time que alcançou essa marca foi rebaixado desde que o formato atual foi adotado. No entanto, a realidade mostra que times têm se salvado com menos pontos nas últimas temporadas.
A média dos últimos anos indica que cerca de 42 a 45 pontos costumam ser suficientes para evitar a Série B, mas cada temporada traz suas próprias características. Há anos em que a disputa é mais equilibrada por baixo, com vários times ruins disputando a queda, e outros anos onde times razoáveis acabam caindo.
O caso mais emblemático e dramático da história aconteceu em 2009. O Coritiba foi rebaixado com incríveis 45 pontos — até hoje o único time a cair com essa pontuação elevada. O clube paranaense teve inclusive uma vitória a mais que Fluminense e Botafogo, que se salvaram com 46 pontos cada, baseados em seus muitos empates. Foi uma das disputas mais acirradas e injustas da história do Brasileirão.
Por outro lado, o Ceará conseguiu escapar em 2019 com apenas 39 pontos, a menor pontuação de um time salvo desde 2006. Isso mostra como a luta contra o rebaixamento varia enormemente de ano para ano, dependendo do nível técnico e do equilíbrio entre as equipes da parte de baixo da tabela.

Quando termina o Brasileirão?
Tradicionalmente, o Brasileirão tem um calendário bem definido que se repete ano após ano. O campeonato costuma começar no final de abril ou início de maio, logo após o término dos campeonatos estaduais, e se estende até o início de dezembro, quando a última rodada define campeão, classificados para copas internacionais e rebaixados.
A temporada 2025 segue esse calendário tradicional, com a última rodada prevista para o começo de dezembro, encerrando mais um ano de emoções, surpresas, alegrias e tristezas que só o futebol brasileiro pode proporcionar.
Esse formato permite que os clubes disputem simultaneamente outras competições importantes como Copa do Brasil, campeonatos estaduais no início do ano e torneios continentais da Conmebol (Libertadores e Sul-Americana). É um calendário apertado, mas que tem funcionado razoavelmente bem nas últimas décadas.
Porém, tudo isso está prestes a mudar drasticamente! As novidades que chegam em 2026 vão revolucionar completamente a forma como vivemos o Brasileirão.
Brasileirão 2026: mudanças no calendário
Prepare-se para uma transformação sem precedentes! Em outubro de 2025, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) anunciou uma reformulação completa e ambiciosa do calendário do futebol brasileiro para 2026, válida para todo o ciclo até 2029. E o Brasileirão será o principal protagonista dessas mudanças radicais.
Segundo o presidente da CBF, Samir Xaud, o processo de elaboração do novo calendário foi amplamente debatido com clubes, federações estaduais, representantes do mercado e diversas áreas internas da confederação. O objetivo central é duplo: reduzir a carga absurda de jogos dos times da elite, que chegam a disputar mais de 70 partidas em uma temporada, e ampliar as oportunidades para equipes que passam meses inativas após os estaduais.
Brasileirão o ano inteiro
A principal e mais impactante novidade é que a Série A passará a acontecer durante praticamente o ano todo. A partir de 2026, o campeonato terá início em 28 de janeiro (uma quarta-feira) e término em 2 de dezembro (também uma quarta-feira). Isso mesmo: o Brasileirão vai se estender por mais de 10 meses consecutivos!
Essa mudança visa criar uma nova cultura no futebol brasileiro, estabelecendo o campeonato nacional como o eixo central da temporada, em torno do qual gravitam as demais competições. A ideia é aumentar o período de descanso dos atletas entre as rodadas, fortalecer o apelo comercial da competição (afinal, teremos Brasileirão quase o ano inteiro para os patrocinadores), melhorar a qualidade do espetáculo oferecido aos torcedores e tornar o calendário mais equilibrado e previsível.
Com essa extensão, a CBF projeta que os clubes da Série A terão uma redução de até 16% no número total de partidas na temporada, o que representa um alívio significativo para atletas e comissões técnicas que reclamam há anos do calendário sufocante.
Estaduais mais enxutos e simultâneos
Para viabilizar o início antecipado do Brasileirão, os campeonatos estaduais passarão por uma transformação significativa. Eles serão reduzidos de 16 para apenas 11 datas disponíveis, ainda mantendo aproximadamente três meses de duração (de 11 de janeiro a 8 de março de 2026, com possibilidade de extensão até 15 de março em alguns estados).
Essa redução é uma antiga reivindicação dos grandes clubes e treinadores, mas sempre esbarrou em questões econômicas e políticas complexas. Os estaduais geram receita importante para federações locais e clubes menores, e mexer nesse formato tradicional sempre foi um tabu. No entanto, Samir Xaud colocou essa mudança como prioridade desde o início de sua gestão na CBF.
A novidade mais curiosa é que pela primeira vez na história veremos o Brasileirão rodando simultaneamente com a fase final dos campeonatos estaduais. Durante aproximadamente dois meses, os grandes clubes jogarão duas competições ao mesmo tempo, o que exigirá gestão cuidadosa de elencos e pode aumentar temporariamente a carga de jogos antes de depois haver o alívio prometido.
Importante destacar que terminar definitivamente com os estaduais não está nos planos da CBF para o ciclo 2026-2029. Existe uma preocupação genuína com o ecossistema do futebol nas federações estaduais: os times pequenos e todos que dependem deles, incluindo jogadores de menor projeção, árbitros, funcionários e o impacto econômico que essas competições causam em cidades pequenas que abrigam clubes tradicionais.
Copa do Brasil: expansão e final única
A Copa do Brasil, o maior torneio eliminatório do país, também passará por mudanças estruturais profundas. A competição terá expansão significativa, passando de 92 para 126 clubes participantes em 2026, com previsão de chegar a 128 times em 2027. Esse aumento representa uma democratização importante do acesso às competições nacionais.
A grande novidade que chamou atenção é que a final será decidida em jogo único a partir de 2026, marcada para 6 de dezembro, encerrando a temporada do futebol brasileiro com chave de ouro. A sede será definida pela CBF considerando critérios como facilidade de acesso para torcedores, rede hoteleira adequada, capacidade para receber duas torcidas com segurança e infraestrutura apropriada para um evento dessa magnitude.
Entre a semifinal e a final, haverá um intervalo de um mês inteiro para que os torcedores possam se planejar adequadamente para viajar, caso necessário, garantindo uma festa ainda maior na decisão do título.
Outra mudança estratégica: os clubes da Série A do Brasileirão entrarão na Copa do Brasil apenas na quinta fase, o que representa uma redução de um a três jogos para as equipes da elite. As cinco primeiras fases serão disputadas em jogo único, acelerando a competição e reduzindo datas. Apenas oitavas, quartas e semifinais mantêm o tradicional formato de ida e volta.
Série B, C e D: Mudanças Gradativas
A Série B também terá aumento na duração, iniciando uma semana após o fim dos estaduais (21 de março) e terminando em 28 de novembro de 2026, mantendo o formato atual com 20 clubes.
A Série C passará por transformações graduais até 2028. Em 2026 mantém o formato atual com 20 clubes, mas em 2027 terá 24 times e em 2028 chegará a 28 clubes divididos em dois grupos de 14, com jogos de ida e volta.
Já a Série D terá um salto impressionante de 64 para 96 clubes participantes em 2026, aumentando de 510 para 610 partidas. Cada time terá garantidos no mínimo 10 jogos e no máximo 22 na competição.
Com todas essas expansões, a CBF estima um aumento de 26% no número de clubes com divisão nacional em 2026. A criação de competições regionais (Copa Sul-Sudeste, Copa Verde expandida) e o aumento da Copa do Brasil resultam em 82 vagas adicionais em competições organizadas pela CBF na próxima temporada. É uma transformação radical na estrutura do futebol brasileiro!
Pausa para a Copa do Mundo de 2026
Como 2026 é ano de Copa do Mundo, o Brasileirão terá uma interrupção estratégica de cinco semanas entre o início de junho e meados de julho para não competir diretamente com o Mundial. Isso permitirá que todo o país possa acompanhar a Seleção Brasileira sem conflito com o calendário doméstico.
A Copa do Mundo de 2026 será histórica por vários motivos: será sediada conjuntamente por Estados Unidos, México e Canadá, terá formato ampliado com 48 seleções (antes eram 32) e acontecerá entre 11 de junho e 19 de julho. Será o maior Mundial da história, e o Brasil terá um desafio enorme para conquistar o hexacampeonato.
Janelas de Transferências Definidas
Com o novo calendário, os períodos de inscrição de jogadores também mudaram. Em 2026, os clubes poderão registrar novos atletas em duas janelas específicas:
- Primeira janela: 5 de janeiro a 3 de março
- Segunda janela: 20 de julho a 11 de setembro (após a Copa do Mundo)
Fora desses períodos, não será possível registrar jogadores no Boletim Informativo Diário (BID) da CBF, trazendo mais organização e previsibilidade ao mercado.
Investimento de R$ 82 Milhões
Toda essa reformulação custará aproximadamente R$ 82 milhões aos cofres da CBF, segundo anunciado pela entidade. Esse investimento será direcionado ao subsídio de novos clubes nas competições, criação de novos torneios regionais e adequações estruturais necessárias. O número de jogos organizados pela confederação aumentará 11%, exigindo mais recursos para arbitragem, logística e organização.
Fenômeno CazéTV: a revolução digital no futebol brasileiro
Se as mudanças no calendário do Brasileirão já são empolgantes por si só, o que vem acontecendo no mundo das transmissões esportivas é ainda mais impressionante e representa uma verdadeira revolução na forma como consumimos futebol no Brasil.
A CazéTV, plataforma de streaming comandada pelo influenciador Casimiro Miguel, se tornou um fenômeno absoluto e incontestável. O que começou como transmissões descontraídas e bem-humoradas de partidas de futebol evoluiu para um império do entretenimento esportivo que rivaliza com emissoras tradicionais que dominavam o mercado há décadas.
Conteúdo inovador
A CazéTV tem feito parcerias inovadoras com grandes marcas e criado conteúdos que misturam futebol com entretenimento de uma forma única, despojada e genuinamente conectada com o público jovem. A linguagem informal, os memes, as reações espontâneas e o clima de “assistir o jogo com os amigos” conquistaram milhões de brasileiros.
Um exemplo recente e bem-sucedido foi a ação “Fala na Cara” em parceria com a Sportingbet, exibida antes do clássico carioca entre Botafogo e Flamengo pelo Brasileirão em outubro de 2025. No quadro, torcedores opinam livremente sobre jogadores e ídolos de seus times sem imaginar que eles estão ouvindo tudo de perto — e depois os craques surgem de surpresa para reagir às opiniões.
O resultado é uma mistura perfeita de riso, constrangimento, provocação e aquela resenha autêntica típica da arquibancada brasileira. Com participações de Léo Moura, ídolo do Flamengo, e Dodô, ídolo do Botafogo, a ação gerou milhões de visualizações e interações nas redes sociais.
Segundo Paula Carvalho, Marketing Manager da Sportingbet, “essa ação foi pensada para seguir um direcionamento que já vem de um bom tempo na Sportingbet, que é estar cada vez mais próxima do torcedor, o personagem principal de tudo o que fazemos. A parceria com a CazéTV é essencial para deixar tudo ainda mais leve e engraçado.”
OR$ 2 Bilhões na Copa de 2026
Mas o grande trunfo da CazéTV está no que pode ser considerado o negócio esportivo da década no Brasil. Em parceria estratégica com o YouTube, a plataforma fechou contratos de patrocínio que somam impressionantes R$ 2 bilhões para a transmissão da Copa do Mundo de 2026.
Foram vendidas 11 cotas máster de R$ 185 milhões cada para algumas das maiores marcas do país e do mundo. Entre os patrocinadores que garantiram presença nas transmissões estão gigantes como:
- Coca-Cola
- Itaú
- Ambev
- Vivo
- iFood
- Mercado Livre
- Bet365
- Betnacional
- KTO
- Decolar
- GM (General Motors)
Esse valor bilionário coloca a CazéTV em pé de igualdade financeira com as grandes emissoras tradicionais e mostra como o streaming deixou de ser alternativa para se tornar protagonista no mercado de direitos esportivos.
CazéTV vs Globo vs SBT: A Nova Configuração das Transmissões
A CazéTV em parceria com o YouTube detém os direitos de transmissão de todas as 104 partidas da Copa do Mundo de 2026, oferecendo cobertura completa e gratuita pela internet para qualquer pessoa com acesso ao YouTube. É uma democratização sem precedentes do acesso ao maior evento esportivo do planeta.
Enquanto isso, o Grupo Globo, que durante décadas teve exclusividade quase absoluta na transmissão de Copas do Mundo no Brasil, teve que renegociar com a FIFA durante a pandemia de Covid-19 e agora transmitirá 55 jogos. A emissora divulgou seu plano comercial projetando arrecadar valor semelhante ao da parceria CazéTV/YouTube, cerca de R$ 2 bilhões também.
Para a TV aberta e plataformas digitais, a Globo estabeleceu 6 cotas máster avaliadas em R$ 265,4 milhões cada. No SporTV, seu canal por assinatura, também foram definidas 6 cotas, com valor individual menor de R$ 51,8 milhões.
O SBT também entrou na disputa e está finalizando acordo para transmitir 32 partidas do Mundial em TV aberta. A emissora de Silvio Santos firmou parceria com o canal N Sports e incluirá todos os jogos da Seleção Brasileira e a final do torneio. Porém, diferentemente da CazéTV, o contrato do SBT não inclui transmissões em plataformas abertas da internet como YouTube.
Com a conclusão de todos os acordos, o grupo de detentores de direitos de transmissão da Copa do Mundo 2026 no Brasil será formado por CazéTV/YouTube, Grupo Globo e SBT/N Sports. Cada empresa oferecerá diferentes opções de acesso ao torneio para o público brasileiro, criando uma concorrência saudável que beneficia principalmente o torcedor, que terá múltiplas alternativas para acompanhar o evento.
Impacto cultural das novas plataformas
Essa nova configuração das transmissões mostra como o streaming está democratizando radicalmente o acesso ao futebol no Brasil. Não é mais necessário pagar caríssimas mensalidades de TV por assinatura ou depender exclusivamente da programação de TV aberta. Qualquer pessoa com internet pode assistir aos jogos com qualidade, comentários envolventes e de graça.
A CazéTV também tem impactado diretamente o Brasileirão e outras competições nacionais. Suas transmissões de jogos da Copa do Brasil, Libertadores e partidas selecionadas do campeonato brasileiro atraem milhões de espectadores simultâneos, criando uma nova forma de consumir futebol que mistura esporte, entretenimento e interação social.
Os números impressionam: transmissões que regularmente ultrapassam 1 milhão de espectadores simultâneos, picos de audiência que chegam a 3-4 milhões em jogos decisivos, e um engajamento nas redes sociais que rivaliza ou supera o das emissoras tradicionais.
Mudanças no futebol brasileiro
Com o novo calendário reformulado e o crescimento exponencial das plataformas digitais, o futebol brasileiro está vivendo um momento histórico de transformação profunda que pode servir de modelo para outros países.
A CBF projeta que conseguirá reduzir em até 16% o número de partidas disputadas pelos times da elite do Brasileirão, combatendo finalmente o desgaste físico absurdo dos atletas que era denunciado há anos por médicos, fisioterapeutas e treinadores. Ao mesmo tempo, mais 82 clubes terão acesso a competições nacionais organizadas pela confederação, expandindo o ecossistema do futebol em 26% e levando o profissionalismo a regiões historicamente negligenciadas.
Essa expansão significa mais dinheiro circulando no futebol, mais empregos gerados, mais atletas com oportunidade de brilhar, mais cidades pequenas tendo seus times em competições relevantes e, consequentemente, maior desenvolvimento do esporte em todas as regiões do Brasil.
O investimento estimado pela CBF de R$ 82 milhões nessas mudanças sinaliza um compromisso sério e estruturado com a evolução sustentável do esporte no país. Não são apenas promessas vazias, mas um planejamento detalhado para o quadriênio 2026-2029 com objetivos claros, metas definidas e recursos alocados.
Claro que desafios enormes permanecem. A simultaniedade inicial entre Brasileirão e estaduais pode gerar sobrecarga temporária. A adaptação dos clubes menores ao novo formato da Copa do Brasil exigirá estrutura que muitos não têm. A pausa para a Copa do Mundo pode quebrar ritmos de equipes que estarão brigando por títulos. E os estaduais reduzidos podem gerar perdas de receita para federações e clubes pequenos que dependem dessas competições.
Mas o saldo geral promete ser amplamente positivo. O futebol brasileiro está finalmente se modernizando, aprendendo com ligas europeias bem-sucedidas, adaptando-se à realidade digital e tentando resolver problemas estruturais que prejudicavam tanto atletas quanto clubes.
Uma nova era para o Brasileirão
O Brasileirão está entrando em uma nova era. Das mudanças radicais no calendário à revolução digital nas transmissões, passando pela expansão das competições e valorização de mais clubes, o futebol brasileiro de 2026 em diante será muito diferente do que conhecemos hoje.
Para os torcedores, isso significa mais acesso, mais opções, mais jogos ao longo do ano e uma experiência de consumo de futebol mais rica e diversificada. Para os clubes, representa desafios de adaptação, mas também oportunidades de crescimento e profissionalização. Para os atletas, a promessa de um calendário menos sufocante e mais tempo de descanso e preparação.
O fenômeno da CazéTV mostra que o futuro do entretenimento esportivo é digital, acessível e interativo. A parceria bilionária para a Copa de 2026 confirma que o streaming não é mais um concorrente alternativo das emissoras tradicionais — é um player de igual força que está redefinindo as regras do jogo.
Enquanto isso, o Brasileirão 2025 ainda segue seu curso tradicional, mas todos já olham para 2026 com expectativa, curiosidade e a certeza de que uma transformação histórica está a caminho. Será fascinante acompanhar como o campeonato mais apaixonante do Brasil se adaptará e evoluirá nesse novo cenário.
O que não muda é a paixão dos torcedores, a garra dos jogadores, a emoção de cada rodada e o sentimento de que o Brasileirão é, foi e sempre será muito mais que um campeonato de futebol. É cultura, é identidade, é a alma esportiva do Brasil.
FAQ: Perguntas frequentes sobre o brasileirão
Como funciona o Brasileirão?
O Brasileirão Série A funciona em sistema de pontos corridos com 20 times que se enfrentam em turno e returno, totalizando 38 rodadas. Cada vitória vale 3 pontos, empate 1 ponto e derrota 0 pontos. O time com mais pontos ao final é o campeão. Os quatro primeiros colocados se classificam para a Copa Libertadores, enquanto os quatro últimos são rebaixados para a Série B. O campeonato é organizado pela CBF e é considerado uma das ligas mais competitivas do mundo.
São quantas rodadas no Brasileirão?
O Brasileirão tem exatamente 38 rodadas no total. Cada um dos 20 times joga 19 partidas em casa e 19 como visitante, enfrentando todos os adversários duas vezes ao longo da temporada — uma vez como mandante e outra como visitante. Esse formato garante equilíbrio competitivo e justiça esportiva, pois todos enfrentam os mesmos adversários nas mesmas condições.
O que é o Brasileirão?
O Brasileirão é o Campeonato Brasileiro de Futebol da Série A, a principal competição de clubes do país. Organizado pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF) desde 1959 em diferentes formatos, adotou o sistema de pontos corridos em 2003 e reúne os 20 melhores times do Brasil. É considerado um dos campeonatos mais difíceis e equilibrados do mundo, revelando grandes talentos e proporcionando disputas emocionantes a cada temporada.
Quando termina o Brasileirão?
Tradicionalmente, o Brasileirão termina no início de dezembro, geralmente na primeira semana do mês. Em 2026, com o novo calendário revolucionário anunciado pela CBF, a competição encerrará em 2 de dezembro, após ter começado muito antes em 28 de janeiro. Essa mudança fará com que o campeonato se estenda durante praticamente o ano inteiro, criando uma nova cultura no futebol brasileiro.
Onde assistir ao Brasileirão?
O Brasileirão pode ser assistido em múltiplas plataformas: na TV aberta pela Globo, em canais por assinatura como Premiere (que transmite todos os jogos com exclusividade) e SporTV, em streaming pela CazéTV no YouTube (jogos selecionados), Globoplay, além de outras plataformas digitais que adquirem direitos de transmissão específicos. A diversificação dos canais de transmissão facilita o acesso dos torcedores às partidas de seus times favoritos.
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